Infecção provocada por fungos do gênero Candida, a candidíase pode ocorrer em qualquer estação do ano, pois é considerada oportunista, isto é, ela se aproveita de um momento de maior fragilidade do corpo e da proliferação de microorganismos no ambiente.

Vale destacar que esse fungo, em níveis e condições normais, vive no organismo sem causar maiores danos, mas ao encontrar ambiente propício para sua reprodução e um sistema imunológico deficiente, se multiplica, causando os sintomas da candidíase.

O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por qualquer tipo de fungo do gênero Candida. Existem mais de 20 espécies, sendo que a mais comum a afetar os seres humanos é a Candida albicans.

Os fungos do gênero Candida são naturais do organismo humano e normalmente não causam nenhum tipo de problema, sendo encontradas no trato intestinal, membranas mucosas e até mesmo na pele.

É quando esses organismos se multiplicam demais e de forma desorganizada que problemas como a candidíase ocorrem.

A doença tem cura e ela é mais famosa por afetar os órgãos genitais femininos, mas pode aparecer em outras regiões, como órgãos genitais masculinos, pele, unhas, garganta, boca e esôfago.

Quais os tipos de candidíase?

Por poder afetar diversas partes do corpo, a candidíase pode ser classificada de acordo com a área afetada e o tipo de manifestação, confira:

  • Candidíase oral (boca/língua)
    A candidíase oral se caracteriza por lesões brancas de aspecto cremoso na boca, afetando a língua, parede interna das bochechas e palato (céu da boca). É mais facilmente diagnosticada por causa desses sinais evidentes.
    Também chamada comumente de “sapinho”, ela é mais frequentemente vista em bebês, idosos, pacientes que passam por quimioterapia e pessoas com AIDS ou outras condições que comprometem o sistema imunológico.
    Existem três tipos de candidíase oral:
    Candidíase oral pseudomembranosa: ocorre geralmente sem dor e causa a presença de manchas brancas como a de coalhada na boca, que podem ser facilmente removidas.
    Candidíase oral eritematosa aguda: há a presença de eritemas (erupções cutâneas na bochecha) e dor, especialmente na língua. É comum depois do uso de antibióticos orais.
    Candidíase oral hiperplásica crônica: há a presença de manchas fortes nas bochechas ou na língua. Elas não são facilmente removidas e são mais comuns em fumantes e homens com mais de 30 anos.
  • Candidíase vaginal
    A forma mais comum da candidíase, afeta 3 em cada 4 mulheres que estejam com um sistema imunológico mais fraco ou com a flora vaginal desequilibrada. É mais comum na idade fértil, mas ainda pode ocorrer durante a menopausa, apesar de ser menos comum.
    Nesses casos, o fungo, que já está presente no organismo, consegue se replicar mais, já que o corpo perde os recursos necessários para contê-lo.
  • Candidíase peniana
    A candidíase peniana é muito menos comum do que a candidíase vaginal, mas mesmo assim pode acontecer.
    Na maioria dos casos, a vulnerabilidade no organismo causada por problemas de saúde é fator primordial para que o fungo se reproduza em excesso no homem.
    Diabetes, má higiene do pênis e o uso de fraldas geriátricas são fatores que podem proporcionar o aparecimento da doença em homens.
  • Candidíase no esôfago
    Ao contrário da candidíase oral, que pode ocorrer eventualmente em pacientes saudáveis, a candidíase do esôfago é um sinal claro de problemas no sistema imune, afetando principalmente os portadores de AIDS e câncer.
  • Candidíase na pele (cutânea)
    Também conhecida como intertrigo candidiásico, a candidíase na pele se caracteriza por placas vermelhas, que podem coçar ou até mesmo doer. Elas normalmente aparecem nas dobras do corpo, como axilas, dobras da virilha, bolsa escrotal e embaixo das mamas.
    A essa inflamação, que ocorre onde duas partes da pele se encostam, se dá o nome de intertrigo.
    A candidíase na pele se manifesta nessas regiões porque elas estão particularmente mais susceptíveis ao aparecimento de intertrigos, já que são regiões úmidas e quentes, o que favorece a proliferação de germes e, principalmente, fungos.
  • Candidíase disseminada
    Essa é a manifestação mais preocupante da candidíase. Ela ocorre quando o fungo se multiplica de forma descontrolada, se proliferando para outras regiões do corpo que normalmente não são afetadas, como rins, olhos, coração, fígado, ossos e outros órgãos essenciais.
    O sistema nervoso também pode ser invadido, trazendo uma série de complicações.
    Esse tipo de candidíase é considerado um caso grave, especialmente porque o paciente que sofre desse problema já está imunossuprimido.

Quais os sintomas da candidíase?

A infecção pode apresentar sintomas diferentes, de acordo com a região acometida:

  • Candidíase oral: vermelhidão e desconforto na boca, associados a rachaduras nos lábios, manchas brancas na língua e paredes internas das bochechas, mau hálito, além de dor e dificuldade para engolir.
  • Candidíase na pele: vermelhidão, escurecimento da pele acometida, formação de crostas seguida por descamação e coceira intensa com possibilidade de ferimento.
  • Candidíase vaginal ou peniana: coceira, ardência, inchaço, vermelhidão, presença de placas esbranquiçadas, corrimento esbranquiçado e desconforto ao urinar e em relações sexuais.
  • Candidíase no esôfago: dor para engolir e no peito (atrás do esterno, o osso que fica no meio do tórax), náuseas, vômito e perda do apetite.
  • Candidíase disseminada: febre, dores de cabeça, dores nas articulações e urina turva.

Quais são os fatores de risco da candidíase?

  • Uso de antibióticos
    O uso desse tipo de medicamento pode causar a candidíase, pois, além de atacar a bactéria que causa uma infecção maligna, alguns tipos de antibióticos também eliminam bactérias benignas para o organismo, deixando-o desregulado.
    Esse desequilíbrio faz com que se abra espaço para que os fungos naturais do organismo se proliferem e acabem se dispersando para outras partes do corpo, causando problemas como a candidíase.
  • Desequilíbrios hormonais
    O uso de pílula ou então a gravidez são fatores que proporcionam o surgimento da candidíase. Isso porque os níveis hormonais do corpo ficam fora do padrão de funcionamento, o que pode alterar o equilíbrio de substâncias químicas dentro do sistema digestivo.
    Esse desequilíbrio proporciona ao fungo Candida a possibilidade de se desenvolver e se proliferar pelo organismo.
  • Estresse
    O estresse afeta o corpo de duas formas: liberando cortisona e aumentando os níveis de açúcar no sangue.
    A cortisona é um hormônio que deprime o sistema imunológico e dá espaço para o fungo se proliferar no intestino. O açúcar a mais no sangue, por sua vez, acaba servindo de alimento para o fungo, que se prolifera com mais facilidade.
  • Diabetes
    Assim como no estresse, pessoas com diabetes apresentam níveis maiores de açúcar no sangue, o que facilita a alimentação do fungo no organismo e aumenta suas chances de se proliferar.
  • Sexo sem proteção
    Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, a candidíase pode ser transmitida por meio de relações sexuais, afetando homens e mulheres.
  • Locais e roupas úmidos
    O fungo da candidíase prefere locais úmidos, por isso a vagina é um local tão comum para essa infecção. Portanto, frequentar piscinas, ficar muito tempo com roupas de banho molhadas ou mesmo não secar corretamente a região genital pode propiciar uma candidíase vaginal.

Como ocorre a transmissão de candidíase?

A candidíase normalmente não é transmitida. Na maior parte dos casos, ela é causada por deficiências no sistema imune e problemas de higiene ou no intestino. Entretanto, ela pode sim ser transmitida de uma pessoa para outra.
Quando a mulher tem candidíase, por exemplo, a transmissão da doença para o(a) parceiro(a) pode ocorrer.

Entretanto, no homem, a doença normalmente é assintomática, fazendo com que o risco do parceiro voltar a infectar a cônjuge depois dela já ter se curado da doença seja grande, pois, durante o sexo, existe a troca de fluídos e o atrito da pele, que pode fazer com que o fungo passe de uma pessoa para outra.

Por essa razão, é importante que, quando diagnosticado na mulher um caso de candidíase, tanto o homem quanto a mulher façam o tratamento para a doença, mesmo que ele não apresente sintomas.

Como é feito o diagnóstico da candidíase?

O diagnóstico da candidíase vai depender dos sintomas apresentados e da região em que ela se apresenta, pois cada uma das maneiras como a doença se manifesta é diagnosticada de um jeito especifico. Confira:

  • Candidíase oral
    Esse tipo de candidíase é mais facilmente diagnosticado por causa dos sinais evidentes. Para confirmação, o médico realiza exame de cultura por meio de escarro.
    Muitas vezes, de acordo com a gravidade, pode ser realizada uma endoscopia para averiguar se existe a presença da doença também no esôfago.
  • Candidíase na pele
    A candidíase na pele é diagnosticada por meio do exame clínico, que apresenta as lesões características em dobras de pele. Além disso, colhe-se a descamação para realizar exame micológico.
    O diagnóstico é fechado quando se observa pseudo-hifas e leveduras nos esfregaços com raspados da lesão e uma solução úmida de hidróxido de potássio.
  • Candidíase vaginal
    O diagnóstico é realizado somente em consulta médica, por meio de exame ginecológico com coleta de secreções (papanicolau), a fim de identificar e confirmar a presença excessiva do fungo em microscópio.
  • Candidíase peniana
    O diagnóstico da candidíase peniana é feito com a observação das lesões na área genital e com a coleta de secreção expelida pelo pênis, semelhante ao sêmen (esbranquiçada).
    A presença do fungo é confirmada quando a Candida albicans é vista em microscópio ou observa-se seu crescimento em cultura.
  • Candidíase no esôfago
    Quando há suspeita de presença de fungo no esôfago pode ser feita uma endoscopia digestiva alta. Esse exame é feito com um tubo flexível, que é introduzido na garganta do paciente.
    Por meio dele é possível enxergar a colonização do fungo e retirar um pedaço de tecido para biópsia. O material colhido é enviado para análise, a fim de identificar qual é o patógeno causador da doença. Em alguns casos pode ser necessário realizar cultura do material.

Como tratar a candidíase?

Ao sentir qualquer um dos sintomas citados, é fundamental procurar um médico para que ele avalie o caso corretamente, identifique o problema e indique o melhor tratamento, pois a candidíase tem cura.

Geralmente, o tratamento consiste no uso de medicamentos e pomadas antifúngicas. Deve ser de acordo com indicação médica e feito, também, pelo parceiro sexual, caso seja do tipo genital, visto que o fungo pode ser transmitido por meio do sexo. Além disso, são indicados alguns cuidados:

  • Optar por roupas íntimas de algodão;
  • Higienizar a região genital com água e sabonete neutro;
  • Dormir sem roupa íntima;
  • Ter uma rotina saudável e sem estresse;
  • Alimentar-se de forma equilibrada;
  • Não consumir antibióticos sem necessidade;
  • Evitar relações sexuais sem proteção;
  • Realizar consultas preventivas periodicamente.

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